Your browser doesn't support javascript.
loading
Mostrar: 20 | 50 | 100
Resultados 1 - 20 de 185
Filtrar
1.
Rev. saúde pública (Online) ; 58: 10, 2024. tab, graf
Artigo em Inglês, Português | LILACS | ID: biblio-1560450

RESUMO

ABSTRACT OBJECTIVE To analyze the geospatialization of tuberculosis-HIV coinfection in Brazil, from 2010 to 2021, and the correlation with socioeconomic, housing, and health indicators. METHODS An ecological study of Brazilian municipalities and states, with data from HIV and tuberculosis information systems, previously reported by the Ministry of Health. The crude and smoothed coefficients were calculated by the local empirical Bayesian method of incidence of coinfection per 100,000 inhabitants in the population aged between 18 and 59 years. Univariate (identification of clusters) and bivariate (correlation with 20 indicators) Moran's indices were used. RESULTS A total of 122,223 cases of coinfection were registered in Brazil from 2010 to 2021, with a mean coefficient of 8.30/100,000. The South (11.44/100,000) and North (9.93/100,000) regions concentrated the highest burden of infections. The coefficients dropped in Brazil, in all regions, in the years of covid-19 (2020 and 2021). The highest coefficients were observed in the municipalities of the states of Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, and Amazonas, with high-high clusters in the capitals, border regions, coast of the country. The municipalities belonging to the states of Minas Gerais, Bahia, Paraná, and Piauí showed low-low clusters. There was a direct correlation with human development indices and aids rates, as well as an indirect correlation with the proportion of poor or of those vulnerable to poverty and the Gini index. CONCLUSIONS The spatial analysis of tuberculosis-HIV coinfection showed heterogeneity in the Brazilian territory and constant behavior throughout the period, revealing clusters with high-burden municipalities, especially in large urban centers and in states with a high occurrence of HIV and/or tuberculosis. These findings, in addition to alerting to the effects of the covid-19 pandemic, can incorporate strategic planning for the control of coinfection, aiming to eliminate these infections as public health problems by 2030.


RESUMO OBJETIVO Analisar a geoespacialização da coinfecção tuberculose-HIV no Brasil, de 2010 a 2021, e a correlação com indicadores socioeconômicos, habitacionais e sanitários. MÉTODOS Estudo ecológico dos municípios e estados brasileiros, com dados dos sistemas de informação do HIV e da tuberculose, previamente relacionados pelo Ministério da Saúde. Foram calculados os coeficientes brutos e suavizados pelo método bayesiano empírico local de incidência da coinfecção, por 100 mil habitantes, na população entre 18 e 59 anos. Empregaram-se os índices de Moran univariado (identificação de clusters) e bivariado (correlação com 20 indicadores). RESULTADOS Foram registrados 122.223 casos de coinfecção no Brasil, de 2010 a 2021, com coeficiente médio de 8,30/100 mil. As regiões Sul (11,44/100 mil) e Norte (9,93/100 mil) concentraram a maior carga das infecções. Houve queda dos coeficientes no Brasil, em todas as regiões, nos anos de covid-19 (2020 e 2021). Os maiores coeficientes foram visualizados nos municípios do Rio Grande do Sul, do Mato Grosso do Sul e do Amazonas, com aglomerados alto-alto nas capitais, em regiões de fronteira e no litoral do país. Os municípios pertencentes aos estados de Minas Gerais, da Bahia, do Paraná e do Piauí apresentaram clusters baixo-baixo. Houve correlação direta com os índices de desenvolvimento humano e as taxas de aids, bem como indireta com a proporção de pobres ou vulneráveis à pobreza e o índice de Gini. CONCLUSÕES A análise espacial da coinfecção tuberculose-HIV demonstrou heterogeneidade no território brasileiro e comportamento constante ao longo do período, revelando clusters com municípios de alta carga, principalmente nos grandes centros urbanos e nos estados com ocorrência elevada do HIV e/ou da tuberculose. Esses achados, além de trazerem um alerta para os efeitos da pandemia da covid-19, podem incorporar o planejamento estratégico para o controle da coinfecção, visando à eliminação dessas infecções como problemas de saúde pública até 2030.


Assuntos
Humanos , Masculino , Feminino , Fatores Socioeconômicos , Tuberculose , HIV , Coinfecção , Análise Espacial
2.
Epidemiol. serv. saúde ; 33: e2023522, 2024. tab, graf
Artigo em Inglês | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1534446

RESUMO

ABSTRACT Objective To analyze the temporal trend in the incidence of tuberculosis-HIV coinfection in Brazil, by macro-region, Federative Unit, sex and age group, from 2010 to 2021. Methods: This was a time series study using surveillance data to estimate average annual percentage changes (AAPC), and 95% confidence intervals (95%CI) via joinpoint regression. Results: 122,211 cases of tuberculosis-HIV coinfection were analyzed; a falling trend was identified for Brazil as a whole (AAPC = -4.3; 95%CI -5.1;-3.7), and in the country's Southern (AAPC = -6.2; 95%CI -6.9;-5.5) and Southeast (AAPC = -4.6; 95%CI -5.6;-3.8) regions, even more so during the COVID-19 pandemic (2020-2021); the greatest falling trend was seen in Santa Catarina (AAPC = -9.3; 95%CI -10.1;-8.5), while the greatest rising trend was found in Tocantins (AAPC = 4.1; 95%CI 0.1;8.6); there was a rising trend among males, especially in Sergipe (AAPC = 3.9; 95%CI 0.4;7.9), and those aged 18 to 34 years, especially in Amapá (AAPC = 7.9; 95%CI 5.1;11.5). Conclusion The burden and trends of tuberculosis-HIV coinfection were geographically and demographically disparate.


RESUMEN Objetivo Analizar la tendencia temporal de la incidencia de la coinfección tuberculosis-VIH en Brasil, por Macrorregión, Unidad Federativa, sexo y grupo de edad, 2010-2021. Métodos Estudio de series de tiempo, con datos de vigilancia para la estimación de cambios porcentuales anuales promedio (CPAP) e intervalos de confianza del 95% (IC95%) vía joinpoint regression. Resultados Se analizaron 122.211 casos de coinfección tuberculosis-VIH; se identificó tendencia decreciente en Brasil (CPAP = -4,3; IC95% -5,1;-3,7) y en las regiones Sur (CPAP = -6,2; IC95% -6,9;-5,5) y Sudeste (CPAP = -4,6; IC95% -5,6;-3,8), aumentando durante la pandemia de covid-19; mayor tendencia decreciente ocurrió en Santa Catarina (CPAP = -9,3; IC95% -10,1;-8,5) y creciente en Tocantins (CPAP = 4,1; IC95% 0,1;8,6); hubo tendencia al aumento en el sexo masculino, especialmente Sergipe (CPAP = 3,9; IC95% 0,4;7,9), y en los de 18 a 34 años, especialmente Amapá (CPAP = 7,9; IC95% 5,1;11,5). Conclusión Había disparidades territoriales y demográficas en la carga y las tendencias de la coinfección tuberculosis-VIH.


RESUMO Objetivo Analisar a tendência temporal da incidência da coinfecção tuberculose-HIV no Brasil, por macrorregião, Unidade da Federação, sexo e faixa etária, 2010-2021. Métodos Estudo de séries temporais, com dados de vigilância, para a estimativa de variações percentuais anuais médias (VPAM) e intervalos de confiança de 95% (IC95%), por joinpoint regression. Resultados Foram analisados 122.211 casos de coinfecção tuberculose-HIV; identificou-se tendência decrescente no país (VPAM = -4,3; IC95% 5,1;-3,7) e em suas regiões Sul (VPAM = -6,2; IC95% -6,9;-5,5) e Sudeste (VPAM = -4,6; IC95% -5,6;-3,8), acentuada durante a pandemia de covid-19 (2020-2021); observou-se maior tendência decrescente em Santa Catarina (VPAM = -9,3; IC95% -10,1;-8,5) e maior tendência crescente no Tocantins (VPAM = 4,1; IC95% 0,1;8,6); houve tendência de incremento no sexo masculino, destacando-se Sergipe (VPAM = 3,9; IC95% 0,4;7,9), e na faixa etária de 18-34 anos, sobressaindo-se o Amapá (VPAM = 7,9; IC95% 5,1;11,5). Conclusão Verificaram-se disparidades territoriais e demográficas na carga e nas tendências da coinfecção tuberculose-HIV.

3.
Rev. epidemiol. controle infecç ; 13(4): 180-187, out.-dez. 2023. ilus
Artigo em Inglês, Português | LILACS | ID: biblio-1532058

RESUMO

Background and Objectives: several patients with COVID-19 require hospital admission due to severe respiratory complications and undergo intensive care with mechanical ventilation (MV) support. Associated with this situation, there is an increase in fungal co-infections, which has a negative impact on the outcome of COVID-19. In this regard, this study intended to compare Candida spp. incidence in the respiratory tract of patients admitted in the COVID and General Intensive Care Units (ICU) at a teaching hospital in 2021. Methods: the results of protected tracheal aspirate samples from 556 patients admitted to the COVID ICU and 260 to General ICU as well as the respective records. Results: of the patients analyzed, 38 revealed a positive sample for Candida in the COVID ICU and 10 in the General ICU, with an incidence of 68.3/1000 and 38.5/1000, respectively. Males were predominant in both wards. The most affected age group was the population over 60 years old, and the average hospital admission for the COVID ICU was 22.1 years, and for the General ICU, 24.2. Conclusion: Candida albicans was the most frequently isolated species, and the mortality rate in patients positive for Candida was higher in patients with COVID-19 compared to patients in the General ICU, suggesting that patients infected with SARS-CoV-2, admitted to the ICU under MV, are more predisposed to colonization by Candida spp., which can have a fatal outcome in these patients.(AU)


Justificativa e objetivos: muitos pacientes com COVID-19 necessitam de hospitalização devido às complicações respiratórias graves, e são submetidos a cuidados intensivos com suporte de ventilação mecânica (VM). Associado a esse quadro, verifica-se o aumento de coinfecções fúngicas, que tem impacto negativo no desfecho da COVID-19. Nesse sentido, este estudo pretendeu comparar a incidência de Candida spp. no trato respiratório de pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) COVID e Geral em um hospital escola em 2021. Métodos: foram avaliados os resultados de amostras de aspirado traqueal protegido provenientes de 556 pacientes internados na UTI COVID e 260 na UTI Geral, bem como os respectivos prontuários. Resultados: dos pacientes analisados, 38 revelaram amostra positiva para Candida na UTI COVID e 10 na UTI Geral, com incidência de 68,3/1000 e 38,5/1000, respectivamente. O sexo masculino foi predominante em ambas as alas. A faixa etária mais acometida foi a população acima de 60 anos, e a média de internação para a UTI COVID foi de 22,1 anos, e para a UTI Geral, 24,2. Conclusão: Candida albicans foi a espécie isolada com maior frequência, e a taxa de mortalidade em pacientes com positivos para Candida foi maior em pacientes com COVID-19 em relação aos pacientes da UTI Geral, sugerindo que pacientes infectados com SARS-CoV-2, internados em UTI sob VM, são mais predispostos à colonização por Candida spp., que pode ter um desfecho fatal nesses pacientes.(AU)


Justificación y objetivos: muchos pacientes con COVID-19 requieren hospitalización debido a complicaciones respiratorias graves y se someten a cuidados intensivos con soporte de ventilación mecánica (VM). Asociado a esta situación, hay un aumento de las coinfecciones fúngicas, lo que repercute negativamente en el desenlace de la COVID-19. En este sentido, este estudio pretendió comparar la incidencia de Candida spp. en el tracto respiratorio de pacientes ingresados en las Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) COVID y General de un hospital escuela en 2021. Métodos: los resultados de muestras de aspirado traqueal protegidas de 556 pacientes ingresados en la UCI COVID y 260 en el UCI General, así como los respectivos registros. Resultados: de los pacientes analizados, 38 presentaron muestra positiva a Candida en UCI COVID y 10 en UCI General, con una incidencia de 68,3/1000 y 38,5/1000, respectivamente. Los machos predominaban en ambas alas. El grupo de edad más afectado fue la población mayor de 60 años, y la hospitalización promedio en la UCI COVID fue de 22,1 años, y en la UCI General, de 24,2. Conclusiones: Candida albicans fue la especie aislada con mayor frecuencia, y la tasa de mortalidad en pacientes positivos para Candida fue mayor en pacientes con COVID-19 en comparación con los pacientes en la UCI General, lo que sugiere que los pacientes infectados con SARS-CoV-2, ingresados en la UCI bajo VM, están más predispuestos a la colonización por Candida spp., lo que puede tener un desenlace fatal en estos pacientes.(AU)


Assuntos
Humanos , Candida/isolamento & purificação , Evolução Clínica , Coinfecção , COVID-19 , Respiração Artificial , Unidades de Terapia Intensiva
4.
Rev. epidemiol. controle infecç ; 13(4): 232-239, out.-dez. 2023. ilus
Artigo em Inglês, Português | LILACS | ID: biblio-1532363

RESUMO

Background and Objectives: HIV/syphilis coinfection is an important problem to be considered during pregnancy due to the various negative outcomes such as abortion, stillbirth, prematurity and congenital infections. The study is justified by the need to identify scientific evidence of clinical-epidemiological characteristics and vulnerabilities related to infections, factors that influence the prevalence, and if there are related health problems. The objective was to synthesize scientific evidence about sociodemographic characteristics and clinical manifestations of associated cases of syphilis and HIV. Content: this is an integrative literature review, searching the PubMed, MEDLINE, CINAHL, LILACS, BDENF and MedCarib databases, using the descriptors "HIV", "Syphilis", "Epidemiology", "Coinfection" and "Pregnant woman", combined by Boolean operators "AND" and "OR", guided by the question: what is the scientific evidence related to the clinical-epidemiological characteristics of pregnant women co-infected with HIV/syphilis? It was held from June to September 2022, including articles published in the last eight years. Nine primary articles published between 2015 and 2020 were selected. The association of infections was present in pregnant women of young adult age, non-white race/color, married, low level of education, housewives, residents of urban areas and belonging to more economically disadvantaged social classes. Conclusion: the study highlighted the importance of improving prenatal care, with the aim of reducing the risks of vertical transmission of these diseases, especially with the implementation of public policies aimed at the clinical management of co-infected pregnant women, the allocation of resources and the development of specific intervention protocols.(AU)


Justificativa e Objetivos: A coinfecção HIV/sífilis é um problema importante a ser considerado durante a gravidez devido aos diversos desfechos negativos como aborto, natimorto, prematuridade e infecções congênitas. O estudo justifica-se pela necessidade de identificar evidências científicas de características clínico-epidemiológicas e vulnerabilidades relacionadas às infecções, fatores que influenciam a prevalência e se há problemas de saúde relacionados. O objetivo foi sintetizar evidências científicas sobre características sociodemográficas e manifestações clínicas de casos associados de sífilis e HIV. Conteúdo: trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com busca nas bases de dados PubMed, MEDLINE, CINAHL, LILACS, BDENF e MedCarib, utilizando os descritores "HIV", "Syphilis", "Epidemiology", "Coinfection" e "Pregnant woman", combinados por Operadores booleanos "AND" e "OR", norteados pela questão: quais as evidências científicas relacionadas às características clínico-epidemiológicas de gestantes coinfectadas com HIV/sífilis? Foi realizado de junho a setembro de 2022, incluindo artigos publicados nos últimos oito anos. Foram selecionados nove artigos primários publicados entre 2015 e 2020. A associação das infecções esteve presente em gestantes em idade adulta jovem, raça/cor não branca, casadas, baixa escolaridade, donas de casa, residentes em zona urbana e pertencentes a classes sociais mais desfavorecidas economicamente. Conclusão: o estudo destacou a importância da melhoria da assistência pré-natal, com o objetivo de reduzir os riscos de transmissão vertical dessas doenças, especialmente com a implementação de políticas públicas voltadas ao manejo clínico das gestantes coinfectadas, à alocação de recursos e o desenvolvimento de protocolos de intervenção específicos.(AU)


Antecedentes y objetivos: La coinfección VIH/sífilis es un problema importante a considerar durante el embarazo debido a los diversos resultados negativos como aborto, muerte fetal, prematuridad e infecciones congénitas. El estudio se justifica por la necesidad de identificar evidencia científica de características clínico-epidemiológicas y vulnerabilidades relacionadas con las infecciones, factores que influyen en la prevalencia y si existen problemas de salud relacionados. El objetivo fue sintetizar evidencia científica sobre las características sociodemográficas y manifestaciones clínicas de los casos asociados de sífilis y VIH. Contenido: se trata de una revisión integradora de la literatura, buscando en las bases de datos PubMed, MEDLINE, CINAHL, LILACS, BDENF y MedCarib, utilizando los descriptores "VIH", "Sífilis", "Epidemiología", "Coinfección" y "Mujer embarazada", combinados por Operadores booleanos "Y" y "O", guiados por la pregunta: ¿cuál es la evidencia científica relacionada con las características clínico- -epidemiológicas de las gestantes coinfectadas con VIH/sífilis? Se realizó de junio a septiembre de 2022, incluyendo artículos publicados en los últimos ocho años. Se seleccionaron nueve artículos primarios publicados entre 2015 y 2020. La asociación de infecciones estuvo presente en mujeres embarazadas de edad adulta joven, de raza/color no blanca, casadas, de bajo nivel educativo, amas de casa, residentes de áreas urbanas y pertenecientes a clases sociales más desfavorecidas económicamente. Conclusión: el estudio destacó la importancia de mejorar la atención prenatal, con el objetivo de reducir los riesgos de transmisión vertical de estas enfermedades, especialmente con la implementación de políticas públicas orientadas al manejo clínico de las gestantes coinfectadas, la asignación de recursos y el desarrollo de protocolos de intervención específicos.(AU)


Assuntos
Humanos , Feminino , Gravidez , Sífilis , HIV , Gestantes , Coinfecção/epidemiologia , Perfil de Saúde , Transmissão Vertical de Doenças Infecciosas
5.
Artigo em Inglês | LILACS | ID: biblio-1551157

RESUMO

Objectives: To compare the clinical, epidemiological, and laboratory profiles of bacterial infection or colonization among patients hospitalized in COVID-19 and non-COVID-19 intensive care units (ICUs) in Southeast Pará, Brazil. Methods:This was a retrospective analytical study based on the analyses of electronic medical records and microbiological reports of patients admitted to the ICU of a regional hospital located in Pará in the Brazilian Amazon due to complications associated with COVID-19 and other causes from March 2020 to December 2021. The sample consisted of data from the medical records of 343 patients collected after approval by the ethics and research committee (opinion number 5281433) was granted. The data extracted from the bacteriological and antibiogram culture reports were analyzed to characterize the clinical-epidemiological profile of the patients. The data were transferred and tabulated in Microsoft Excel 2019 to conduct a descriptive analysis, and the associated statistical analyses were performed using Stata 17.0 statistical soft-ware. Results: Of the total patients, 59.5% were hospitalized in the COVID-19 ICU and 40.5% were hospitalized in the non-COVID-19 ICU. Most individuals admitted to the COVID-19 ICU and non-COVID-19 ICU were aged between 66 and 78 years and between 54 and 66 years, respectively. The hospitalization duration in the COVID-19 ICU was fewer than 15 days, whereas that in the non-COVID-19 ICU was 15 to 30 days. Deaths were more frequent in the Covid-19 ICU compared to the non-Covid-19 ICU (64% versus 41%). In contrast, hospital discharge was more frequent in the non-Covid-19 ICU (58.3% versus 34.8%).The most prevalent comorbidity in both ICUs was circulatory system disease. Gram-negative bacteria were the most frequent etiological agent in both groups and were present in 63.1% of the cultures analyzed. Regarding the phenotypic profile of resistance, carbapenemase production was detected in 43.0% of the cultures analyzed. Multidrug resistance against antimicrobial drugs was more frequent in the non-COVID-19 ICU (55.7%). Most of the antimicrobial drug prescriptions for were empirical. Conclusions: The recurrence of secondary infections and bacterial colonization in both COVID-19 and non-COVID-19 ICU patients should not be underestimated. The clinical, microbiological, and bacterial resistance profiles elucidated in this study highlight the need to develop and implement holistic and assertive strategies to control and mitigate these problems. Which will contribute to an improved prognosis for patients and quality of life patients (AU).


Objetivos: Comparar o perfil clínico, epidemiológico e laboratorial das infecções ou colonizações bacterianas entre pacientes internados em UTI COVID-19 e não-COVID-19 no Sudeste do Pará, Brasil. Métodos: Trata-se de um estudo analítico retrospectivo baseado na análise de prontuários eletrônicos e laudos microbiológicos de pacientes internados em um hospital regional localizado no Pará, na Amazônia brasileira, devido a complicações associadas à COVID-19 e outras causas no período de março de 2020 a dezembro de 2021. A amostra foi constituída por dados dos prontuários de 343 pacientes coletados após aprovação pelo Comitê de ética em Pesquisa (parecer número 5281433). Os dados extraídos dos laudos de cultura bacteriológica e antibiograma foram analisados para caracterizar o perfil clínico-epidemiológico dos pacientes. Foram realizadas análises descritivas e inferenciais utilizando o Stata 17.0 statistical software. Resultados: Do total de pacientes, 59,5% estavam internados na UTI COVID-19 e 40,5% na UTI não-COVID-19. A maioria dos indivíduos apresentavam idades entre 54 e 78. O tempo de internação na UTI COVID-19 foi inferior a 15 dias, enquanto na UTI não-CO-VID-19 foi de 15 a 30 dias. Os óbitos foram mais frequentes na UTI Covid-19 em relação à UTI não-Covid-19 (64% versus 41%). Em contrapartida, a alta hospitalar foi mais frequente na UTI não Covid-19 (58,3% versus 34,8%). A comorbidade mais prevalente em ambas as UTIs foi a doença do aparelho circulatório. As bactérias Gram-negativas foram os agentes etiológicos mais frequentes em ambos os grupos e estiveram presentes em 63,1% das culturas analisadas. Em relação ao perfil fenotípico de resistência, a produção de carbapenemase foi detectada em 43,0% das culturas analisadas. A multirresistência aos antimicrobianos foi mais frequente na UTI não COVID-19 (55,7%). A maioria das prescrições de antimicrobianos foram empíricas. Conclusões: A recorrência de infecções secundárias e colonizações bacterianas em pacientes com COVID-19 e não COVID-19 em UTIs não devem ser subestimadas. Os perfis de resistência bacteriana elucidados neste estudo destacam a necessidade da implementação de estratégias holísticas e assertivas visando o controle e mitigação dessa problemática, o que contribuirá para a melhoria do prognóstico, bem como, a qualidade e segurança dos paciente (AU).


Assuntos
Humanos , Resistência a Múltiplos Medicamentos , Medicina Baseada em Evidências , Coinfecção , COVID-19 , Unidades de Terapia Intensiva
6.
Acta bioquím. clín. latinoam ; 57(3): 297-302, set. 2023. graf
Artigo em Espanhol | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1533350

RESUMO

Resumen Se presentan los resultados obtenidos en los primeros meses desde la implementación del diagnóstico de agentes causales de infecciones de transmisión sexual (ITS) por PCR en tiempo real en un sistema automatizado. Se estudiaron 46 muestras endocervicales y 39 muestras de uretra masculina, por examen microscópico en fresco, coloración de Gram, cultivo en agar sangre, agar Thayer Martin, galerías miniaturizadas para investigar Ureaplasma spp. y Mycoplasma hominis (Mycoplasma IST3, bioMérieux, Francia) y PCR múltiple para Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis . Trichomonas vaginalis (BDMaxTM System, Becton Dickinson, EE.UU.). Mediante PCR múltiple se detectó un agente vinculado a ITS en el 48,7% de las muestras uretrales y en el 21,7% de las muestras endocervicales, además de 5 casos de coinfección. El 18,8% de las infecciones se diagnosticaron sólo por PCR. Estos datos demuestran que mediante PCR se optimizó el diagnóstico de ITS en personas de ambos sexos.


Abstract The results obtained in the first months after the implementation of the diagnosis of causative agents of sexually transmitted infections (STIs) by real- time PCR in an automated system are presented. Forty-six endocervical samples and 39 male urethral samples were studied by fresh microscopic examination, Gram staining, blood agar culture, Thayer Martin agar, miniaturised galleries to investigate Ureaplasma spp. and Mycoplasma hominis (Mycoplasma IST3, bioMérieux, France), and multiplex PCR for Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis and Trichomonas vaginalis (BDMaxTM System, Becton Dickinson, USA). Using multiplex PCR, an agent linked to STIs was detected in 48.7% of the urethral samples and in 21.7% of the endocervical samples, in addition to 5 cases of coinfection. A total of 18.8% of the infections were diagnosed only by PCR. These data show that PCR optimised the diagnosis of STIs in people of both sexes.


Resumo São apresentados os resultados obtidos nos primeiros meses a partir da implementação do diagnóstico de agentes causadores de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) por PCR em tempo real em um sistema automatizado. Quarenta e seis amostras endocervicais e 39 amostras uretrais masculinas foram estudadas por exame microscópico fresco, coloração de Gram, cultura de ágar sangue, ágar Thayer Martin, galerias miniaturizadas para investigar Ureaplasma spp. e Mycoplasma hominis (Mycoplasma IST3, bioMérieux, França) e PCR múltiplo para Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis e Trichomonas vaginalis (BDMaxTM System, Becton Dickinson, EUA). Utilizando PCR múltiplo, um agente ligado a IST foi detectado em 48,7% das amostras uretrais e em 21,7% das amostras endocervicais, além de 5 casos de coinfecção; 18,8% das infecções foram diagnosticadas apenas por PCR. Esses dados mostram que através do PCR foi otimizado o diagnóstico de IST em pessoas de ambos os sexos.

7.
Rev. epidemiol. controle infecç ; 13(2): 62-69, abr.-jun. 2023. ilus
Artigo em Inglês, Português | LILACS | ID: biblio-1512918

RESUMO

Background and Objectives: The identification, evaluation, and use of methodological resources for data quality analysis is important to support planning actions of public policies for the control of tuberculosis (TB) and the co-infection TB and human immunodeficiency virus (HIV). The objective was to analyze the quality and timeliness of notification of TB and TB-HIV co-infection cases from the Notifiable Diseases Information System (SINAN - Sistema de Informação de Agravos de Notificação) in Espírito Santo State, from 2016 to 2018. Methods: This is a cross-sectional study of the quality of SINAN data using the Centers for Disease Control and Prevention (CDC) guidelines to analyze the quality and timeliness of SINAN-TB notification, with emphasis on the description of TB-HIV co-infection in Espírito Santo State, from 2016 to 2018. It considered five methodological steps that included quality analysis, standardization of records, duplicity analysis, the completeness of data through linkage with the SINAN-HIV database and anonymization of data. It obtained ethical approval under the number 4022892 on 12/05/2020. Results: The study showed that 89% of mandatory variables and 91% of essential variables showed satisfactory completeness. In TB-HIV co-infection 73% of the variables were completed, but essential variables related to TB treatment follow-up showed unsatisfactory completeness. The timeliness of reporting was considered regular. Conclusion: Improvements in work processes and the development of a specific methodological process for data treatment are necessary to qualify the information available in SINAN-TB.(AU)


Justificativa e Objetivos: A identificação, avaliação e emprego de recursos metodológicos para análise da qualidade dos dados é importante para fundamentar ações de planejamento das políticas públicas no controle da tuberculose (TB) e da coinfecção TB e o vírus da imunodeficiência humana (HIV). O objetivo é analisar a qualidade e a oportunidade de notificação dos casos de TB e coinfecção TB-HIV do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) no Espírito Santo, de 2016 a 2018. Métodos: Trata-se de um estudo transversal da qualidade dos dados do SINAN com uso do Guia do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) de análise da qualidade e oportunidade de notificação do SINAN-TB, com ênfase na descrição da coinfecção TB-HIV no Espírito Santo, de 2016 a 2018. Considerou-se cinco etapas metodológicas que incluíram análise da qualidade, padronização dos registros, análise de duplicidade, a completitude dos dados por meio de linkage com o banco de dados do SINAN-HIV e anonimização dos dados. Obteve aprovação ética sob parecer de nº 4022892 em 12/05/2020. Resultados: O estudo mostrou que 89% das variáveis obrigatórias e 91% das variáveis essenciais apresentaram completitude satisfatória. Na coinfecção TB-HIV 73% das variáveis foram preenchidas, porém variáveis essenciais relacionadas ao acompanhamento do tratamento para TB apresentaram completitude insatisfatória. A oportunidade de notificação foi considerada regular. Conclusão: Melhorias nos processos de trabalho e elaboração de processo metodológico específico para o tratamento dos dados são necessárias para qualificar as informações disponíveis no SINAN-TB.(AU)


Justificación y Objetivos: La identificación, evaluación y utilización de recursos metodológicos de análisis de la calidad de los datos es importante para apoyar la planificación de políticas públicas de control de la tuberculosis (TB) y la coinfección con el virus de la inmunodeficiencia humana (VIH). El objetivo es analizar la calidad y oportunidad de la notificación de casos de TB y coinfección TB-VIH del Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), en el Estado del Espírito Santo, desde el año 2016 hasta 2018. Métodos: Este es un estudio transversal utilizando el análisis de la Guía de los Centros para el Control y Prevención de Enfermedades (CDC) de la calidad y oportunidad de la notificación en SINAN-TB, con énfasis en la descripción de la coinfección TB-VIH, en el Estado del Espírito Santo, desde el año 2016 hasta 2018. Fueran considerados cinco pasos metodológicos que incluyeron análisis de calidad, estandarización de registros, análisis de duplicidad, vinculación con la base de datos SINAN-VIH y anonimización de datos. Obtuvo aprobación ética bajo dictamen nº 4022892 el 12/05/2020. Resultados: El 89% de las variables obligatorias y el 91% de las variables esenciales se completaron satisfactoriamente. En la coinfección TB-VIH el 73% de las variables fueron completadas, mientras que las variables esenciales relacionadas con el acompañamiento del tratamiento para la TB presentaron una completitud insatisfactoria. La oportunidad de notificación fue considerada regular. Conclusión: Las mejoras en los procesos de trabajo y la elaboración de un proceso metodológico específico para el tratamiento de los datos son necesarias para cualificar la información disponible en el SINAN-TB.(AU)


Assuntos
Humanos , Tuberculose , Infecções por HIV , Sistemas de Informação em Saúde , Estudos Transversais , Coinfecção
8.
Artigo em Inglês | LILACS | ID: biblio-1429003

RESUMO

Introduction: HPV infection is the most frequent sexually transmitted infection in women. The high oncogenic risk HPV, associated with others factors, there are a risk of progressing to a precancerous lesion of the cervix and even cancer. This evolution is related to the persistence of the infection and other factors, mainly those that interfere with the woman's immunity. The immunosuppression caused by HIV infection is an important factor for viral persistence and the appearance of these lesions. Objectives: To compare the prevalence of HPV infection and cervical intraepithelial lesions in HIV-positive and negative women and describe the possible associated risk factors. Methods: The sample consisted of 50 HIV positive women (study group) and 50 HIV negative women (control group) recruited from the public health system of Florianópolis during the months of January to April 2022. Cervical samples were collected for cytological analysis and for detection of high-risk oncogenic HPV DNA by polymerase chain reaction (PCR). Categorical variables were compared using the chi-square test, with a significance level set at 5% Results: HPV infection was more prevalent in the control group, however, HIV positive women had a higher frequency of intraepithelial lesions diagnosed on cytology. Factors such as greater number of sexual partners, depression and smoking were more frequent in the group of HIV positive women. The number of CD4 T cells less than 200 cels/mm3 was associated with a higher number of altered Pap smears and a positive HPV DNA test. The use of combination antiretroviral therapy and undetectable viral load were associated with a greater number of normal cytology and undetected HPV DNA. Conclusion: The prevalence of cervical intraepithelial lesions in HIV-infected women is higher than in women without infection. The presence of HIV infection was the most important risk factor associated with the development of cervical lesions. (AU)


Introdução: O Papilomavírus Humano (HPV) é a infecção de transmissão sexual mais frequente na mulher. O HPV de alto risco oncogênico, associado a outros fatores, apresenta risco de evoluir para uma lesão pré-cancerosa do colo de útero e até mesmo para o câncer. Essa evolução está relacionada à persistência da infecção e outros fatores, principalmente os que interferem na imunidade da mulher. A imunossupressão causada pela infecção HIV é um fator importante para a persistência viral e o aparecimento destas lesões. Objetivos: Comparar a prevalência da infecção pelo HPV e das lesões intraepiteliais do colo de útero em mulheres HIV positivas e negativas, e descrever os possíveis fatores de risco associados. Métodos: A amostra foi composta por 50 mulheres HIV positivas (grupo de estudo) e 50 mulheres HIV negativas (grupo controle) recrutadas no sistema público de saúde de Florianópolis durante os meses de janeiro a abril de 2022. Foram coletadas amostras cervicais para análise citológica e para detecção do DNA HPV de alto risco oncogênico por reação em cadeia da polimerase (PCR). As variáveis categóricas foram comparadas pelo teste qui-quadrado, com nível de significância estabelecido em 5%. Resultados: A infecção pelo HPV foi mais prevalente no grupo controle, entretanto, as mulheres HIV positivas tiveram uma maior frequência de lesões intraepiteliais diagnosticadas na citologia. Os fatores como maior número de parceiros sexuais, depressão e tabagismo foram mais frequentes no grupo de mulheres HIV positivas. O número de células TCD4 inferior a 200 células/mm3 esteve associado a maior número de colpocitologias alteradas e teste DNA HPV positivo. O uso da terapia antirretroviral combinada e a carga viral indetectável estiveram associadas a um número elevado de citologias normais e DNA HPV não detectado. Conclusão: A prevalência de lesões intraepiteliais do colo do útero em mulheres infectadas pelo HIV foi maior que em mulheres soronegativas. A presença de infecção pelo HIV foi o fator de risco mais importante associado ao desenvolvimento de lesões cervicais.Palavras-chave: HPV. HIV. coinfecção. lesões intraepiteliais escamosas cervicais. prevalência.. (AU)


Assuntos
Humanos , Feminino , Adolescente , Adulto , Adulto Jovem , Displasia do Colo do Útero/epidemiologia , Infecções por Papillomavirus/epidemiologia , Fatores Socioeconômicos , Brasil/epidemiologia , Displasia do Colo do Útero/virologia , Prevalência , Fatores de Risco , Infecções por Papillomavirus/complicações
9.
Arq. neuropsiquiatr ; 81(1): 33-39, Jan. 2023. tab
Artigo em Inglês | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1429879

RESUMO

Abstract Background Concomitant neurological diseases in people living with HIV/AIDS (PLWHA) is a challenging subject that has been insufficiently evaluated by prospective clinical studies. The goal of the present study was to identify the clinical characteristics and outcomes of PLWHA with cerebral toxoplasmosis and neurological co-infections. Methods We conducted a prospective observational cohort study at a tertiary teaching center in São Paulo, Brazil, from January to July 2017. Hospitalized PLWHA aged ≥ 18 years with cerebral toxoplasmosis were consecutively enrolled. A standardized neurological examination was performed at admission and weekly until discharge or death. Diagnosis and treatment followed institutional routines; neuroradiology, molecular diagnosis, neurosurgery, and the intensive care unit (ICU) were available. The main outcomes were neurological coinfections and in-hospital death. Results We included 44 (4.3%) cases among 1,032 hospitalized patients. The median age was 44 (interquartile range [IQR]: 35-50) years, and 50% (n = 22) of the patients were male. The median CD4+ T lymphocyte count was of 50 (IQR: 15-94) cells/mm3. Multiple lesions on computed tomography were present in 59% of the cases. Neurological coinfections were diagnosed in 20% (n = 9) of the cases, and cytomegalovirus was the most common etiology (encephalitis: n = 3; polyradiculopathy: n = 2). Longer hospital stays (30 versus 62 days; p= 0.021) and a higher rate of ICU admissions (14% versus 44%; p= 0.045) were observed among PLWHA with neurological coinfections in comparison to those without them. The rate of in-hospital mortality was of 13.6% (n = 6) (coinfection group: 33%; no coinfection group: 8.6%; p= 0.054). Conclusion Neurological c-infections were common among PLWHA with cerebral toxoplasmosis, and cytomegalovirus was the main copathogen. The group of PLWHA with neurological co-infections underwent longer hospital stays and more frequent intensive care unit admissions. Additionally, this group of patients tended to have higher in-hospital mortality rate.


Resumo Antecedentes Coinfecções neurológicas em pessoas que vivem com HIV/AIDS (PVHA) é um tema que não foi suficientemente avaliado em estudos clínicos prospectivos. Nosso objetivo foi identificar as características clínicas e os desfechos de PVHA com toxoplasmose cerebral e coinfecções neurológicas. Métodos Estudo prospectivo de coorte observacional conduzido em um centro de ensino terciário de São Paulo, Brasil, entre janeiro e julho de 2017. Foram incluídos consecutivamente PVHA internadas com ≥ 18 anos e toxoplasmose cerebral. Realizou-se exame neurológico padronizado na admissão e semanalmente até a alta/óbito. Tanto o diagnóstico quanto o tratamento seguiram a rotina institucional; neurorradiologia, diagnóstico molecular, neurocirurgia e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estavam disponíveis. Os principais desfechos foram coinfecções neurológicas e óbitos hospitalares. Resultados Incluímos 44 (4,3%) casos entre 1.032 pacientes internados. A idade mediana foi de 44 (intervalo interquartil [IIQ]: : 35-50) anos, e 50% (n = 22) dos pacientes eram do sexo masculino. A contagem mediana de linfócitos T CD4+ foi de 50 (IIQ:15-94) células/mm3. Múltiplas lesões na tomografia computadorizada foram observadas em 59% dos casos. Coinfecções neurológicas foram diagnosticadas em 20% (n = 9) dos casos, sendo o citomegalovírus a etiologia mais comum (encefalite: n = 3; polirradiculopatia: n = 2). Observou-se maior tempo de internação (26 versus 62 dias; p= 0,021) e uma taxa mais alta de admissão à UTI (14% versus 44%; p= 0,045) em PVHA com coinfecções neurológicas em comparação àquelas sem coinfecção. A mortalidade intra-hospitalar foi de 13,6% (n = 6) (grupo com coinfecções: 33% versus grupo sem coinfecção: 8,6%; p= 0,054). Conclusão Coinfecções neurológicas foram comuns em PVHA com toxoplasmose cerebral, sendo o citomegalovírus o principal copatógeno. O grupo de PVHA com coinfecções neurológicas apresentou maior tempo de internação, maior taxa de internações na UTI, e tendência a maior taxa de mortalidade intra-hospitalar.

10.
J. Health Biol. Sci. (Online) ; 11(1): 1-8, Jan. 2023. tab
Artigo em Inglês | LILACS | ID: biblio-1524430

RESUMO

Objective: this study aimed to determine the frequency and the clinical-epidemiological profile of the human immunodeficiency virus (HIV) and syphilis co-infection between genders in specialized care services in Northeast Brazil. Methods: an analytical cross-sectional study was conducted with secondary data from 171 individuals with HIV and syphilis co-infection. Data were collected in a reference center for acquired immunodeficiency syndrome (AIDS) in Northeast Brazil from 2015 to 2020. Welch's test compared the means of independent samples; the chi-square and Fisher's exact test assessed the association between categoric variables. The significance level was set at 5%. This study has ethical approval. Results: the HIV and syphilis co-infection frequency was 15.4%. Individuals with co-infection had a mean age of 34.2 (± 11.0) years and were predominantly men. The women sample started their sex life earlier, had a lower education level and per capita family income, used more illicit drugs, and were mostly heterosexual, married or in a stable union, and unemployed. Men had more anal sex. Moreover, most individuals had syphilis in the asymptomatic phase and HIV with undetectable viral load; CD4 T cells were greater than 350 cells/mm³. Conclusion: the high prevalence of HIV and syphilis co-infection in specialized care services, especially in men who have sex with men (MSM), highlights the need to improve counseling to reduce sexual risk behavior and improve prevention and care strategies to control these diseases.


Objetivo: este estudo teve como objetivo determinar a frequência e o perfil clínico-epidemiológico da coinfecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e sífilis em ambos os gêneros num serviço de atenção especializada no Nordeste do Brasil. Métodos: trata-se de um estudo transversal, analítico, com dados secundários de 171 pacientes com coinfecção por HIV e sífilis de um centro de referência para síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA) de 2015 a 2020. O teste de Welch foi utilizado para comparar as médias de amostras independentes; os testes qui-quadrado e exato de Fisher avaliaram a associação entre variáveis categóricas. O nível de significância adotado foi de 5%. Este estudo obteve aprovação ética. Resultados: a frequência da coinfecção por HIV e sífilis foi de 15,4%. Os indivíduos tinham idade média de 34,2 (± 11,0) anos e eram predominantemente homens. As mulheres iniciaram a vida sexual mais cedo, tinham menor escolaridade e renda familiar per capita, usavam mais drogas ilícitas e eram, em sua maioria, heterossexuais, casadas ou em união estável, e desempregadas. Os homens praticavam mais sexo anal. A maioria dos indivíduos apresentava sífilis na fase assintomática e HIV com carga viral indetectável, além de células T CD4 superiores a 350 células/mm³. Conclusão: a alta prevalência de coinfecção por HIV e sífilis em serviços de atenção especializada, principalmente em homens que fazem sexo com homens (HSH), evidencia a necessidade de aprimorar o aconselhamento a fim de reduzir comportamentos sexuais de risco e melhorar as estratégias de prevenção e cuidado para o controle dessas doenças.


Assuntos
Humanos , Sífilis , Síndrome da Imunodeficiência Adquirida , Infecções Sexualmente Transmissíveis , HIV
SELEÇÃO DE REFERÊNCIAS
DETALHE DA PESQUISA